Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Agosto 28 2010

 

Amigo Joaquim, atrevo-me a colocar aqui a minha trabalhada "Coroa" depois de tentar corrigir as métricas etc...

mesmo assim, ficaram versos alexandrinos , não sei se é antiregra as 12 silabas.

 

 

 

I

 

Não quero falar, dum tempo que já passou,
Nem das mágoas que dos meus olhos marejaram
Nem das penas que nesta vida me marcaram
São apenas lembranças, que o tempo apagou.

Quero as quimeras, que hoje o meu tempo saudou,
Saborear tudo o que os meus olhos presenciaram,
Sentir que o passado e o presente se juntaram
E o amor que me incendeia não acabou.

Há uma flor desapercebida a meu lado
Uma guitarra e um fadista que canta o fado
Felicidade, Com tão pouco se semeia!

Gostar de nós e do nome que nos foi dado
Da família, de um amor sempre a nosso lado
Cultivar o amor em tudo que nos rodeia

II

Cultivar o amor em tudo que nos rodeia
Obra esculpida, muito bem arquitectada
Sorrir, mesmo para aquele que nos odeia
Também saber compreender esta longa estrada

Quem amigos tem, amigos, também semeia.
E quando a vil agrura, acercar da portada
Os turbulentos dias que trago na ideia,
Serão tragados p’la maré antecipada.

Não foi fácil, toda esta longa caminhada
Onde a Esperança teve sempre sua morada
Já que, pelo meio e quase sempre em declive,

·
A tal felicidade, tremida e almejada,
Nem sempre acompanhou esta minha jornada,
Mas, em poesia ela é cantada e sobrevive.

III

Mas em poesia ela é cantada e sobrevive,
Nos meus desejos escolhidos de vivência.
Canto em versos, esta alegria que ainda vive,
Através do tempo e com toda a eloquência.

De braços estendidos, sempre me detive,
P’los caminhos, nos rios de minha existência.
Na minha mão a palavra aquosa revive,
No espelho de minh’alma as lisuras e ciência.

Agarro, tijolo a tijolo, palmo a palmo
Desta vida já vivida...e depois me acalmo.
Sob um rebanho de nuvens edificado;

E galgando passo a passo todo o caminho,
Vivo o hoje sem sobressalto, neste cantinho,
Onde tudo é o nada…e o nada, é um sonho alado.

IV

Onde tudo é o nada e o nada, é um sonho alado,
Meço o tempo, num reflectido silencioso,
Onde os momentos ganham voz, voz de um passado,
Trancados num cofre e são um bem tão precioso!

Hoje é o tempo em que o tempo é um templo sagrado,
È obra bem prosada de um escultor glorioso
Relíquias várias, guardadas num tracejado.
Hoje é o tempo em que o poeta, canta vitorioso.

Não sei se alguma história, irei recuperar.
Bem no fundo da alma é lá que deve ficar,
Á espera que um dia em poesia se eternize.

Talvez a pena, num silêncio ao versejar,
Possa em forma de estrofes a vida lhe dar,
E num tempo etéreo o sonho se concretize.

V

E num tempo etéreo, o sonho se concretize,
Pois nascemos sob o signo do Amor Sagrado.
Sendo assim, que a felicidade, se enraíze!
Fixo estrelas no horizonte, e enterro o passado.

Silencio a Suez dor, até que se amenize,
Na teia urdo as palavras, sob um luar prateado
Pinto raios de sol, na tela o meu matize,
Do tempo de hoje que é, o tempo já passado.

Por mais que invente o hoje, também faz chorar.
Sabes!? O homem se esqueceu do verbo amar,
Usa-o num tempo hediondo de guerra e de mísseis;

É a gélida verdade, dos tempos que correm
São crianças, velhinhos, e animais que morrem,
Mãos que ateiam florestas, são horas difíceis!

VI

Mãos, que ateiam florestas, são horas difíceis!
Sabes? Neste quadro em que pinto a paz e anseios,
Lapido o amor, rabisco da dor só os resquícios.
Quisera os sonhos meus, não fossem devaneios!

Quisera um Mundo sem dor, sem fome, sem reis,
Esculpir os sorrisos de anjos sem receios,
Escultura bela em quadro onde sabereis,
Abraçar um irmão, facultar seus esteios.

Este é o meu tempo, voa, divaga como ave;
Repouso meu olhar, e faço um voo suave
Acredito no amor e na Esperança alcançada;

Silencioso meu temor, porém resoluto,
Meu íntimo sentir, crer no amor absoluto,
E crer na paz servil, duradoura e almejada.
VII

E crer na paz servil, duradoura e almejada,
É o sonho do futuro a rota que traçamos.
"O hoje, é o sempre e o sempre é a nossa longa estrada"
De pés fincados nas certezas avançamos!

Se é o mal que se semeia, do mal a abalada,
Culpa do homem, façamos o que façamos!
-Que lúgubre poesia em minhas mãos traçada!
Neste hoje, que nem sabemos para onde vamos!

Quero o hoje sem passado…um hoje tranquilo

Minhas palavras se esvaem…não têm sentido!?
São verdades secretas, que escorrem em meus dedos!

São tantas guerras… impossível tudo enfeitar!
Rabisca poeta! Esconde a dor do teu olhar!
Daquele olhar com o qual, disfarças os teus medos.

VIII

Daquele olhar com o qual, disfarças os teus medos,
Acreditando no hoje, e na paz do futuro;
Peregrino sentindo, incólumes os segredos,
Definhando sua dor, em estrofes de amor puro.

Poeta, és tu e eu…eu, persigo os meus enredos,
Pedinte sem afago, esquecido e obscuro.
Sou riacho pungente, por entre arvoredos,
Vou sem rumo exaurido, enquanto procuro;

Viver o hoje fugaz, tudo me apraz erguer;
Sou peregrino exausto e na Fé vou vencer,
Sou espírito aprendiz, seguindo novo rumo


Em consciente jornada, neste mundo vil!
Canto em versos o inverso na era de dois - mil;
No meu interno, um sonho comedido e assumo!

IX

No meu interno, um sonho comedido e assumo!
Crio meu próprio mundo irreverente e feliz;
Num ardiloso ansiar invento o meu resumo.
Sigo débeis murmúrios que a vida me diz.

Vislumbro esse cantar, do bago o puro sumo;
Tingindo a taça a cor do meu rubro verniz,
Nos tempos de hoje, esvoaçam nuvens de fumo;
Negro fumo em aguarelas de um aprendiz!

Dispo todo o mal, dou-lhe a forma que desejo,
Mitigo a dor do Mundo, e hoje aqui despejo,
Retalhos de quem espera o sol das Primaveras.

No Outono da vida, a vida passa fagueira,
Em meus olhos o luar, da lua feiticeira
Onde estrelas mil desenham no azul quimeras.

X

Onde estrelas mil desenham no azul quimeras;
Como eu era… cabelos negros p'la cintura,
Quanta alvura! Que perfume o das primaveras!
Quando ao som de um twist... ostentava formosura!

Eram “anos dourados” de um tempo de esperas,
Eram beijos roubados, de amor e alma pura;
Ancorados no peito, como raízes de heras.
Inebriantes sonhos, cheios de candura.

Descobri o amor que aflorou meu coração;
Revivo aqueles momentos com emoção.
Um querer a qualquer tempo o tempo perdido;

Invento-me poesia, escondo a solidão,
Rabisco a pena, linhas singelas na mão
Lapido um poema obra e arte, todo o sentido!

XI

Lapido um poema obra e arte, todo o sentido!
Limito-me a sonhar; pois sinto-me impotente.
Remansos de mim, rabisco um poema exaurido,
Minh’alma contando histórias pra toda a gente.

Dou-lhe asas para que voe, alegre ou plangente,
Em estado permanente, indolente ou espargido,
E rumo às marés, ouve-se um canto fremente.
É a voz do poeta que entoa um eco perdido;

São retalhos da vida em forma de oração,
Despidos de vaidade, são toda a emoção.
Desta paridade em que o tempo é realidade;

A realidade é absoluta e transcendente,
Sonha o poeta cantar o amor resplandecente
E recitar pra toda a gente sem maldade.

XII

E recitar pra toda a gente sem maldade
Calmamente atravessar caudalosos rios;
Histórias multicores, que sua alma invade.
Pontes, barreiras, ultrapassar desafios.

O mundo é inspiração, no guião de sua verdade.
Sua inocência leda, enfrenta dias frios;
Melodioso trinar, num olhar de saudade,
Num olhar de saudade, em campos luzidios.

Sorriem no jardim, flores num tempo hostil,
Melodia ao vento…anúncio primaveril;
O adejar da ave, entrelaça esvoaçante;

E a feliz Natureza, sem nunca prever,
Que em teias de frieza, a fariam arder.
E entre sofismas, canta o poeta de rompante!

XIII

E entre sofismas, canta o poeta de rompante!
Ontem, hoje, amanhã, a voz não calará!
E a certeza de um futuro vil e inconstante;
Sonha o ontem que sabe, jamais voltará.

Canta o amor o poeta, canta um som silente!
Do tempo que passou, vis sóis encontrará.
E as asas de um bom-vento, trará certamente,
Um novo alvor ao cais, onde o amor viverá!

(Se o sonho chega ao fim, dele não quero acordar;
Cravo palavras. Nas mãos questões sem moldar.
Em tons amarelados, anseiam ter voz;)

Deixem que fluam…aos ventos os simples versos…
Singelas melodias, p’lo Mundo dispersos;
Trinam em sinfonias, neste Mundo algoz.

XIV

Trinam em sinfonias, neste Mundo algoz.
Que a voz me doa ao desfolhar o malmequer
Indelével poesia, em magia até vós…
E em vossas taças, meu universo de mulher!

Vou recitar teu nome, enquanto eu tiver voz!
Desatar nós do tempo, um tempo que se quer;
Das flores os odores, das guerras seus pós;
Sem conflitos poesia, preciso teu crer!

Quero o tempo que resta, Viver sem carpir;
Crer em ti, em mim, no Mundo, um lindo porvir!
Hoje o espelho me diz: O que fui…o que sou!

Na berma do tempo o tempo flui, p'ra além-mar,
Quero o hoje sem ter, o ontem p'ra recordar…
Não quero falar, dum tempo que já passou!



Cecília Rodrigues _ 2006 _ Portugal
Revisado em Agosto _2010

 

“IN Veleiro de saudades” ( no prelo )

publicado por Cecilia Rodrigues às 16:51

Agosto 28 2010


Hoje fui premiado. Minha dona deu-me um abraço. Hoje ela estava diferente, sem aquele ar preocupado e com aquele ar repreensivo ausente.
Fiquei tão feliz…só queria que ela entendesse o meu olhar, ia ver escrito nele, o meu agradecimento e o meu afecto.

Só queria poder falar para expressar todo o meu sentimento.

Eu sei que ela me ama, mesmo que não o demonstre a todo o instante, mesmo que pareça ausente.
Sei que sou um cão de sorte, porque sou peça importante, isto a gente sente.

Hoje cansei de bater á porta, não sei porque não me ouviam. Humildemente enrolei-me sobre o tapete de entrada e pacientemente esperei.

Tinha a certeza, de que estava alguém em casa, estavam distraídos ou tinham adormecido, resultado de muitas horas de trabalho de meus donos.

-Ainda não contei o porquê estar a bater á porta: -“ logo cedo, incomodo todos para sair de casa e ir dar a minha voltinha matinal “, logo, logo, estou de volta…e lá estou eu a incomodar novamente, mas fazer o quê? – Não tem outro jeito.

Sou apenas um cão! Ainda bem que todos compreendem...

Cecília Rodrigues
In: Diário de um Cão

 

publicado por Cecilia Rodrigues às 16:38

Agosto 28 2010

 

 

Sem querer abusar da vossa paciência (afinal só lê quem quer) queria divulgar uma das Coroas de Sonetos que fiz até hoje.

Regras de uma Coroa de Sonetos:

- tem 14 sonetos
- cada soneto inicia-se com o último verso do anterior
- o 1º verso da Coroa é igual ao 196º e último. Isto é, a Coroa dá a volta e termina como começou.

Fica aqui o desafio a quem quiser tentar.


SE O CORAÇÃO FALASSE, O QUE DIRIA?”


(Coroa de Sonetos)


1.

Se o coração falasse, o que diria?
Que sons transmitiria lá do fundo?
Palavras só de amor que com magia
Fariam que nascesse um melhor Mundo?


E a partir daí, como seria?
Teria maior calma o furibundo?
A desejada paz nos chegaria
Levando-me este anseio em que me afundo?


Será que tais palavras lá nascidas
Dariam outro rumo às nossas vidas
E surgiria um Mundo menos louco?


Não sei! Que coisa tal nunca se deu
Se o coração falasse... e pelo meu
Deixem-me analisar aqui um pouco.


2.

Deixem-me analisar aqui um pouco
Que não é fácil dar minha resposta
Diferente o falar dum coração louco
Desse outro coração de que se gosta


Aquele falaria sem ter troco
Palavras sem sentido a dar à costa
Deixando-me o tal gosto de ser mouco
Que não é de loucuras minha aposta


Mas quanto ao coração de boa gente
Eu ficaria em modo bem diferente
Escutando bem atento a qualquer hora


Bons termos registando; e “reveria”
Quem tanto me ensinou desde esse dia
Em que tive no Mundo a minha aurora.


3.

Em que tive no Mundo a minha aurora
E aquela doce mãe ou doce fada
Rompeu a ensinar-me vida fora
Que desde o arrebol, na madrugada,


Devemos consolar sempre quem chora
Por gestos, por acções, palavra dada
E nunca virar costas, ir embora
Sem ver a sua alma confortada


E à noite quando a cama nos espreita
Pensarmos para nós "tenho obra feita
Porque ajudei alguém que estava triste"


Os sonhos a surgirem bem melhores
Azuis, de verde esperança, multicores
Onde um sorriso a vir nunca resiste.


4.

Onde um sorriso a vir nunca resiste
Ficando a nossa alma comovida
Pois vê que o nosso qu’rer, no Bem persiste
Que o aprendemos bem logo à partida


O coração diria "tu já viste
A luz que dá mais luz à nossa vida?
É isso meu amigo, ela consiste:
Em dar a mão aos pobres na subida


Esses que pouco têm, por desgraça
Por quem o Sol às vezes não lhes passa
A quem a vida pouco ou nada deu


Mas com o nosso amor, a nossa ajuda
Decerto alguma coisa neles muda
Tornando-lhes a Terra nalgum Céu."


5.

Tornando-lhes a Terra nalgum Céu
Quem sabe se em pequeno Paraíso
Que aquele pouco apoio que se deu
Lhes foi tão precioso, tão preciso…


Mudou algum conceito que era seu
Em pouco? Isso é que já não ajuizo
Certo é que agimos bem, aconteceu!
É só nestas palavras que repiso


Se o coração falasse (o mais sensível),
Talvez o que não tem do senso o nível
Escutasse aquele sempre, até mudar...


Pra que esse melhor Mundo nos surgisse
E a função dos Homens se cumprisse
Que só pode ser uma e é AMAR!


6.

Que só pode ser uma e é AMAR
Embora o homem esqueça tanta vez
Será essa a razão de cá se estar
(Propósitos de Quem o homem fez)


Mas muitos no oposto, a odiar
Ganância que lhes há, insensatez,
Prosseguem nesses ódios, a matar
E tréguas… nem um ano, nem um mês!


Ah… gente mais que fera, de tão louca,
Que para triunfar outros apouca
Mantendo-lhes o sol sempre encoberto


Teria mesmo voz, tal coração?
Falasse... ouvir-se-ia algum trovão
Sem nada se entender, inda que perto.


7.

Sem nada se entender, inda que perto
E sem poder medir em decibéis
De gente que duvido do conserto
Amante mas do ouro e seus anéis


A menos que o falar cadente, certo
Dos outros corações, de amor fiéis,
Lhe conferisse algum pequeno acerto
Mostrando no carinho melhores leis


Mas é da minha parte conjectura
Talvez o meu anseio na procura
De tal carinho e paz, dessa bonança


Valores que prezei sempre na vida
Duma alma que ensinaram ser sentida
Dum chá do qual bebi logo em criança.


8.

Dum chá do qual bebi logo em criança
Mesmo vindo dum berço algo singelo
E sempre, até agora, não me cansa
A mente a tais valores fazer apelo


Por isso nunca perco a minha esperança
De ver Mundo melhor, algo mais belo
Incuto sempre aos outros confiança
Falando do que guardo em meu castelo


E tanto de amizades que arranjei!
Por todos os valores que mostrei
Provando que cá estão, na minha ideia


À qual bons ideais sempre lhe afluem
Umas muralhas fortes que não ruem
Diferentes de castelos, os de areia.


9.

Diferentes de castelos, os de areia
Os tais que se constroem pela praia
Que em vindo uma mais forte maré cheia
Nunca se evitará que tudo caia


Fosse alma e coração parede meia
Tendo ambos, do amor, a nobre laia
Teria um outro gosto a nossa ceia
E todos dormiriam em cambraia


Seria mais suave o nosso sono
Sabendo nunca estar ao abandono
Pois todo era um amigo ou um irmão


Depois ao despertar, no outro dia
Um sol igual pra todos surgiria
Todos vivendo em paz, em união.


10.


Todos vivendo em paz, em união
Sabendo haver amor na plenitude
Cantando-lhe algum hino o coração
Já que ele de cantar tinha a virtude


Esse hino, ou hipotética canção
Eu penso tanto neles, amiúde...
No belo que haveria em seu refrão
E isso dá-me força! Até saúde!


Meu querido coração que tanto acusas
Vontade de ver tal... e minhas musas
Ajudam a contar-vos tudo isto!


Eu pouco desfaleço em contratempos
Aguardo com esperança outros momentos
Que me sejam melhores. Não desisto.


11.

Que me sejam melhores. Não desisto.
(Não traz nada de novo a desistência)
Vejamos o exemplo que houve em Cristo
Que nunca recuou vendo inclemência


Será 'ma teimosia tudo isto?
Como se erguesse empresa na falência?
Mas é nesta vontade que persisto
Perdoe-se-me alguma eloquência


Que sempre pelo Bem me pronuncio
O pensamento nele horas a fio
Fazendo dos meus ganhos o balanço


Às vezes também pesa a consciência
Ou porque já vivi má experiência
Ou porque pouco andei e pouco alcanço.


12.

Ou porque pouco andei e pouco alcanço
Ou porque sou mortal e também falho
E quando estou sozinho em meu remanso
Creiam que até comigo também ralho


Não ajo sempre bem, nunca afianço
(Afiançar seria um mau trabalho)
Palavras há sem querer que às vezes lanço
Ou gestos impensados, por atalho…


São erros de que assumo a minha culpa
Quando por eles dou peço desculpa
Tentando não voltar a repeti-los


Nós vendo que não temos perfeição
Devemos respeitar na aceitação
Essoutro que nos mostre bons estilos


13.


Essoutro que nos mostre bons estilos
Conselhos que por bons a gente aprenda
Mas nunca os aceitar de “crocodilos”,
Que julgam ver a nossa alma à venda


Nós somos professores e pupilos
Que a nossa mente sempre a isso atenda
Na calma em nossos gestos mais tranquilos
É que um amigo enorme se desvenda


E enquanto a gente vive, por cá anda
Saber que há muito vento que ciranda
Mas uns são leve brisa, outros tufões


Tirar dos que se pode algum partido
Olhar d'onde eles sopram, seu sentido
Saber quais os que trazem ilusões.


14.


Saber quais os que trazem ilusões
E distinguir os ventos da verdade
Que aquecem sempre os nossos corações
Na paz e no amor. Na lealdade


Mudando pra melhor nossas feições
Que o coração recebe-os com vontade!
Fizessem desse modo multidões
Seria um Mundo em paz na liberdade!


Eu penso que é possível, que se pode
Que cada um de nós não se acomode
Julgando que tal Mundo é utopia


Acerca do que deixo aqui escrito
São ecos do sentir... talvez o grito
Se o coração falasse, o que diria.


Joaquim Sustelo
(editado em RAIOS DE LUZ)

 

publicado por tardesdeoutono às 10:34

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